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domingo, 6 de março de 2011

Blizzard - Capítulo 4 (Versão Extendida)


Blizzard

4. Flashback 
[Versão Extendida do Episódio 4 - Desespero]

Nossa... Que dor no coração, eu acho que é assim que se morre de depressão, com uma imensa dor no coração, é doloroso eu sei, mas é o meu destino, desde que eu nasci estava escrito isso que ia acontecer. Sinto alguém me carregando, será que estão indo me levar para meu caixão? Ou será que eles ainda não perceberam que eu estou morrendo... Mas também pode ser que eles achem que eu esteja apenas inconsciente! Quem dera isso... O vento bate no meu rosto, parece que estão correndo, se eu considerar a 3ª afirmação, eles podem estar me levando para a infermaria... Ai que dor! Meu corpo inteiro está doendo, parece que meu sangue corta as minhas veias...
  - Aguente firme - dizia uma voz de garoto da qual não me lembro o nome agora - Estamos quase chegando lá!
  - Kyou, aguente! - dizia Anelisse desesperada, coitada... É o seu primeiro dia de escola e já tem que topar com tragédias deste tipo... Aposto que Tomoyo está dando uma risada sarcástica agora.
  É fácil para eles falarem para aguentar, não são eles quem estão sentindo esta dor, seu eu pudesse fazer alguma coisa, eu juro que gritaria para eles, morrendo de raiva.
  - Ah meu Deus! - disse uma voz doce de mulher - Deitem ela na maca! - descobri aonde eu estava, eu estava na infermaria.
  Senti várias coisas me examinando, não me recordo muito bem de seus nomes, só para que servem, aquele negócio que mede a pressão, os batimentos do coração e também senti um corte no meu dedo...
  - Eu tenho uma suspeita do que seja, mas eu não vou falar agora, pois pode ser errado, encaminhem ela para um hematológico!
  Hematológico? Que tipo de doença este médico se especializa? Depressão? Mas quem cuida de casos de depressão não é o departamento da Psicologia? Que estranho... Ouço sirenes, eles me colocam em outra maca e eu viajo rapidamente, estou dentro de uma ambulância.
  - Não se preocupe, Kyou - dizia Anelisse me confortando - Você vai ficar bem, não importa o que seja.
  Não importa o que seja... Eu lembro bem dessas palavras... há 15 anos atrás.
Flashback

  É claro que não via as coisas de uma forma que eu via hoje naquela época, afinal, tinha apenas 1 ano de idade, mas ainda estou feliz de saber que a minha memória está boa. Mas não era exatamente essa cena que eu queria me lembrar.
  Minha mãe estava muito preocupada, era de madrugada, me lembro de o ponteiro do relógio, aquele pequenino, estar apontando no 2 e o maior apontando entre o 7 e o 8.
  - Ai meu Deus... - dizia minha mãe preocupada - Será que o Nishima não vai chegar? Por que eu fui deixar ele sair sozinho...
  Como já devem saber meu pai tinha um pequeno disturbio mental e parecia que não era muito recomendado ele ficar andando por aí na rua e de repente acontecer alguma coisa na mente dele e ele atacar alguém...
  - Será que é ele? - se perguntou minha mãe olhando para a janela, e eu observando quietinha no meu berço, não havia como dormir, todas as luzes da casa estávam ligadas - Nishima! Suba já agora!
  Minha mãe se sentou e se passaram alguns minutos até que meu pai tivesse entrado.
  - Quase 3 da manhã, Nishima.
  - Ué. Eu ia te ajudar a botar o lixo na rua!
  - Nishima, eu te disse que não precisava me ajudar! Você ainda está se recuperando do seu acidente de moto! Está com traumatismo crâniano! Tem que ficar em casa, repousando.
  - E... - ele pegou uma garrafa que estava segurando atrás - Daí? - e tomou um generoso gole.
  - Você... estava bebendo?
  - Nanoha, a vida é de quem?
  - É sua, mas não pode ficar largando-a dessa maneira!
  Meu pai quebrou a garrafa e começou a cambalear em minha direção.
  - O que você vai fazer com a Kyou? - gritou minha mãe para ele.
  Ele simplesmente continuou a andar. Minha mãe correu e deu uma rasteira nele, ficou em frente ao berço e estendeu os braços.
  - Não se preocupe, Kyou. Você vai ficar bem, não importa o que seja.
  E ele espancou a minha mãe até a morte a minha sorte é que ele estava tão cansado que dormiu, mas o que adianta morrer se a pessoa que te carregou no ventre por 9 meses, te ensinou a andar, te cuidou por sua vida, morreu. De manhã, me lembro de ter sido carregada por uma pessoa e depois eu vi um monte de homens segurando meu pai com uma algema.
  E no fim? Minha mãe tinha razão. Eu fiquei bem. Bem por fora. Pois no meu interior eu estava arrasada.

2 comentários:

  1. Oi Eduardo ^^
    É mesmo que a Cindi tem? Nunca peguei um album dela na íntegra para ouvir...e eu creio que você gostará bastante do livro.

    E poxa, não pensei que você escrevia fanfics ^^
    Estou te seguindo no twitter blz?

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  2. @Tsu eu curto muito histórias de terror, acho tão bom de ler!

    Sim, eu escrevo fanfics essa é a primeira de todas...

    Também estou de seguindo no twitter...

    n_nv

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