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domingo, 9 de setembro de 2012

I said I don't care


I said I don't care


  Já fazia um tempo que eu queria postar sobre isso.
  Conheci Nana Rizinni por acidente. Acho que ainda eram férias de janeiro [Ô, saudades daquela época >.<], liguei a TV e sabe quando você está tão cagado que quando liga a TV exatamente naquele momento voltou o programa do intervalo comercial? Pois é. O programa era na Vh1: Neo.Música Nova e bem nesse instante, começou a passar o vídeo de Sao Brooklin da Nana Rizinni com a Nello Luchi. Me interessei e resolvi assistir. Gostei muito mesmo!
  Rapdinho entrei no site dela, e achei para download seu EP Bacoon Eggs de 2009 e o seu álbum I Said de 2011, não tive muito tempo para ouvi-los, tava na correria do dia-a-dia, se bem que correria é eufemismo para o que passo [Eduardo, por favor, sem Maria do Bairro OK? Dramático...] Porém, o dia em que eu ouvi as músicas eu parei e pensei... Era isso que falta na música brasileira, especialmente no Rock. Meio português, meio inglês, a combinação perfeita! E quem gosta, adora fuçar, e fuçando pelo Youtube, eu achei um vídeo, que está até no canal da própria, sobre sua aparição no Profissão Repórter em 2009... Quem diria hein? Toca em 5 bandas, professora de inglês e dá aula de bateria... NOSSA! E eu achei que a minha vida era um malabarismo, se a minha é um a da Nana é um circo inteiro!
  Nana decidiu lançar-se na carreira musical em 2009 e até agora, faz bastante sucesso, conquistando todo mundo que ouve sua música. Vou até confessar, comecei a gostar mais de música brasileira devido á Nana. É verdade, depois de Nana, comecei a ouvir Tiê, Karina Buhr, Thiago Petit, Tulipa Ruiz, Criôlo... Era o que eu precisava saber para descobrir finalmente que a música brasileira não estava totalmente em processo de naufrágio, há muita gente que faz um putz esforço para que isso não aconteça. É que a mídia nos lota de Michel Teló, Gusttavo Lima, Valeska, Restart, que ás vezes esquecemos que não é só isso que tem de música o país. Os sintomas pioraram, comecei a ouvir cada vez mais Ana Carolina, Seu Jorge, Marisa Monte, Cássia Eller, Legião Urbana e até Cazuza! Agora eu estou escutando com muito mais frequência a Nova Brasil FM, que realmente é muito gostoso de ouvir!
  Tudo que tenho á dizer é, agradecer a Nana por ter iniciado tudo isso, uma revolução geral nos meus gostos musicais e até mesmo uma pequena vontade de entrar nessa carreira, mas isso é assunto para outro post...

Deixo com vocês 4 videos da Nana


Bacon Eggs, o vídeo do EP homonimo de Nana, simples, divertido e gostoso de ouvir


Ardidas, música que abre o EP Bacon Eggs e que me causou a impressão de que Nana é realmente FODA!


Better Than Nothing, do álbum I Said, com participação da Tiê e da Roberta Youssef. Curiosidade: O vídeo de Para Alegrar o Meu Dia da Tiê foi gravado no mesmo local, só que de dia :)


No show de estréia do álbum I Said, Nana Rizinni cantou junto com ninguém mais, ninguém menos do que Karina Buhr, a música Ciranda do Incentivo. A música ganhou um cover remix para o álbum. Que cá entre nós, não consigo decidir qual versão é melhor :D


E.M.D.

sábado, 1 de setembro de 2012

BH - A Casa Maldita, Capítulo 4

4. Quebra-cabeça
            Estávamos no que parecia ser a cozinha. Mal iluminada, o que dava um contraste com a sala de jantar que era totalmente bem iluminada. A nossa sorte é que trouxemos lanternas.
            O local tinha um cheiro incrivelmente absurdo de comida putrefata, pude perceber quando apontei a lanterna para a parede onde ficava uma bancada de metal com superfície de madeira. Vi vários animais em estado de putrefação total, na verdade não eram animais, mas sim suas carcaças, era uma fauna extensa desde um simples frango para um cordeiro, todos pendurados por um arame que ia de uma parede á outra.
            Nesse instante todos começaram a explorar o local. Segui adiante, queria ver o que tinha na bancada.
            Sangue, muito sangue, tanto que tinha até na parede branca mofada. Julgo ser sangue animal, também vi várias facas ensanguentadas espalhadas pela bancada. É incrível saber que quem sentaria naquela sala de jantar toda chique comeria uma refeição que foi preparada aqui. Tenho minhas dúvidas se isto foi limpo pelo menos uma vez na minha vida, porém a dúvida se torna uma certeza ao ver duas baratas passando pela bancada.
            Olhei para Jenny, ela ficava olhando uma panela no fogão, que aparentava ser bem rústico, porém usava gás, como pude ver pelo botijão ao lado. Me aproximei dela.
            — Eu não ouso olhar o que tem aí dentro... — falou Jenny tentando ser engraçada ou falando sério mesmo, não deu para perceber pelo seu tom de voz.
            — É capaz da gente abrir e sair uma mariposa de dentro. — falei brincando, porém do jeito que ela olhou para mim, percebi que ela estava falando sério mesmo...
            Decidi me afastar. Assim, eu pouparia Jenny de ouvir mais piadinhas sem graça. Decidi ir aonde Chowder estava. Chowder observava o armário, abrindo várias gavetas e portas. Vi vários talheres enferrujados, panelas que nunca ouviram falar de água e até mesmo pratos quebrados.
            — Acho que eu senti alguma coisa... — disse Chowder tateando a parede, rapidamente Jenny e eu apontamos nossas lanternas para a mão de Chowder, aparentemente ele parecia estar tocando na parede, o que seria moldes de triângulos, um do lado do outro, porém com um espaçamento pequeno entre eles... A imagem formava um octógono. Também percebi que havia uma caixinha de metal do lado inferior direito desse octógono, Chowder tateou, tentou abrir e arrancar o objeto, mas estava fortemente grudado na parede.
            — O que isso poderia ser? — perguntou Jenny quando se afastou um pouco e percebeu que pisou em algo, sem pensar duas vezes, apontou a lanterna para o chão e viu um triângulo branco no chão e pegou-o — Hum... Um triângulo branco feito de acrílico... Chowder... Tenta encaixar o triângulo em um desses moldes.
            Jenny entregou o triângulo para Chowder que pro sua vez, o colocou no molde. O objeto havia se encaixado perfeitamente.
            — Hum... — disse Jenny pensativa — Seria isso uma espécie de porta ou algo do tipo?
            — Será? — indagou Chowder — Não consigo imaginar isso aqui abrindo.
            — Acho que eu entendi... — comentei — Se quisermos abrir a porta, devemos completar esses moldes com os triângulos, certo?
            — Acho que sim... — falou Jenny — Vamos procurar.
            Vasculhamos cada centímetro quadrado da cozinha, não achamos nada além de baratas, ratos, e muito sangue.
            — Já pensou que os sete triângulos que faltam poderiam estar espalhados pela mansão? — disse Chowder.
            — Será mesmo? — falou Jenny com um pouco de indignação — Vamos ter que vascular esta mansão de cabo a rabo? Gente... Tem noção de como isso aqui é grande?
            — Quanto mais cedo vasculharmos este local, mais rápido acharemos uma saída deste lugar... — disse Chowder abrindo a porta que levava para a sala de jantar.
            — Uma coisa eu tenho certeza... — falou Jenny entrando novamente na sala de jantar — Se estiver neste lugar aqui, não vai estar dentro daquelas gavetas, eu não acho que deixaria de notar um triângulo de acrílico, não é?
            — Mas será que olhamos embaixo da mesa, nas cadeiras, atrás dos quadros? — falei levantando o pando da mesa.
            — Affs... Isso vai ser longo... — disse Jenny tirando um quadro da parede.
            Olhamos tudo. Embaixo da mesa, nos assentos e embaixo deles, atrás de todos os quadros e até mesmo procuramos por algum lugar em que ele pudesse estar dentro da parede, desistimos e voltamos para o hall de entrada.
            — Gente... — falou Jenny — Eu sei que combinamos não nos separarmos, mas se resolvermos procurar em todo canto juntos iremos demorar de mais. Vamos ter que nos separar...
            — É o jeito... — concordou Chowder.
            — OK, então acho que vou procurar nesta porta da direita aqui mesmo no térreo — falei conformado.
            — Eu subo a escada da esquerda no primeiro andar. — falou Chowder.
            — Então acho que sobrou para mim a escada da direita... — disse Jenny — Qualquer coisa, temos nossos celulares. Mandem uma mensagem ou deem um toque ao ver qualquer coisa suspeita, OK?
            — OK — falei eu e Chowder juntos.
            Dito isso, cada um seguiu seu caminho. Me dirigi para a porta grande da direita, e me deparo em um corredor que tem uma esquina e uma sombra que se movia constantemente, para a minha sorte...