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domingo, 19 de maio de 2013

BH - A Casa Maldita, Capítulo 5

E depois de muito tempo! A Fanfic BH ressurge!
Caso você não tenha visto o começo ou não se lembra mais, aqui estão os capítulos anteriores:

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5. Sombra
       Não sei dizer se fiquei mesmo com medo... Sei lá, tudo bem que essa mansão é extremamente aterrorizadora e tal, mas algo me travava, me impedia de seguir em frente, e a sombra se movia constantemente, não sei dizer se ela estava perto de mais da esquina no corredor ou se era apenas a projeção de alguma luz que a trazia para tão longe.
            Quero muito progredir, mas receio não poder. Não seja tonto PJ, Chowder e Jenny estão contando com você! Avance! Caminhe sem receios! O que poderia acontecer?
            Não posso. Tenho medo do desconhecido.
            Me encostei na parede e lentamente fui deslizando até me sentar no chão. Como é possível eu ser tão medroso? Fizemos o maior esforço para conseguir entrar e agora eu não consigo avançar por ter medo de uma sombra? Como sou estúpido.
            Esfrego as mãos no meu cabelo, olho para cima, fecho os olhos e respiro de maneira lenta. O que pode ser isso? Vamos analisar cuidadosamente... Uma sombra de algo que não faço ideia do que seja se move constantemente e sempre do mesmo jeito. Uma coisa é certa, não é uma cortina, pois a sombra parece ser de algo muito mais pesado.
            O que temos até chegar á esquina? Alguns quadros de flores na parede uma cômoda com três gavetas, semelhante a que vimos na sala de jantar. A única diferença é que este tinha um vaso de flores vazio com uma água escura no fundo. Resolvi começar analisando os quadros. Era uma sequência de quatro quadros, aparentemente todos pintados pela mesma pessoa, é como se fosse um quadro contando a continuação do outro.
            No primeiro quadro, parece que no primeiro plano, há uma mesa redonda e um vaso de lírios brancos bem no meio, atrás dessa mesa encontra-se algo como se fosse um quadro de família. Uma família bem tradicional dos anos 60 ou 70, um pai, uma mãe e sua filha, todos loiros e dos olhos azuis com trajes da época, só que todos de cor preta. No segundo quadro havia a mesma mesa com o mesmo vaso, só que dessa vez, no lugar dos lírios haviam agora papoulas, a família estava na mesma posição, apenas com roupas diferentes, só que agora estavam com os olhos costurados, todos sem exceção, e todos mantinham a mesma expressão.
            Partindo para o próximo quadro, mesma mesa, mesmo vaso, flor diferente. Agora no vaso, encontra-se deadly beladonas, e a família estava do mesmo jeito, mesma expressão, com os olhos costurados, porém com flechas no peito de cada um. Sem perceber, esbarrei na cômoda e como já estava face a face com ela, decidi investigar. Na primeira gaveta, achei uma chave, bem antiga, guardei-a no meu bolso, vendo que ela poderia ser útil. Na segunda gaveta achei uma foto, voltei a olhar para o terceiro quadro. Era a filha do casal, porém, somente a cabeça. Será mesmo que esta família existiu de verdade? Será mesmo que tudo isso aconteceu com eles? Por alguma razão, também decidi guardar a foto comigo.  Na última gaveta, bem, não havia uma última gaveta, ela havia sido removida. O que será que poderia estar lá?
            Tornei meus olhos aos quadros, agora observando o último da sequência. Mesma mesa, mesmo vaso, e dentro dele haviam agora pervincas. O quadro mais perturbador de todos. A família estava na mesma posição. O pai estava sem seus globos oculares e estava escorrendo sangue dos seus olhos, estava também com um grande corte transversal em corpo, porém manteve-se seu semblante dos quadros anteriores, a mãe estava metade pele, metade carne, um pouco queimada, assim como o pai, também manteve o mesmo semblante. A única diferente era a filha, roupas limpas, olhos abertos, com marcas das linhas usando um colar em que o pingente era a ponta de uma flecha quebrada, e em seu rosto estava um ligeiro sorriso, como a Mona Lisa.
            Entretido com a visão estranha do último quadro, nem havia reparado que havia passado da esquina do corredor e estava de cara com o que produzia a sombra. Em frente á lâmpada estava pendurado um vestido. O mesmo vestido usado pela garota nos quadros, ele estava cheio de costuras com linhas diferentes, fazendo o parecer que estava duro, como se fosse papelão. Havia uma janela de onde saia o vento fazendo o vestido balançar, mas para a minha decepção, o corredor acabava por ali. Na parede havia uma mesa redonda grudada, aparentemente a mesma mesa dos quadros e na mesma, escrito com sangue dizia: PUNIR.

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