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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Macarenas, braços, pernas, cabeças e corações


  Eu já estava enrolando muito pra fazer outro post, mas algo neste domingo fez com que eu apressasse e deixasse de lado essa procrastinação de postar no blog, tá precisando de mais domingos assim, hein moço?.
  Já reparou que as pessoas acabam abrindo mão da diversão e de curtir o momento porque têm medo do que as outras pessoas vão pensar e/ou porque sentem vergonha? Eu acho isso uma tolice extrema. Eu já sabia, mas precisava de uma confirmação maior, de que eu sou de fato uma pessoa que não tem vergonha de fazer as coisas. E essa confirmação só poderia vir aonde? Na festa junina.
  Ultimamente estou muito adepto da filosofia proposta pelo carpe diem, - que aliás recomendo que todos devessem adotar - aproveitar o dia. Porque hoje em dia estamos tão ocupados com tudo, trabalho, estudo, whatsapp... (isso mesmo, o whatsapp também) que não estamos perdendo a capacidade de curtir o momento. 
  Dançar macarena na festa junina da igreja umas seis ou sete vezes é uma experiência renovadora e curiosa. Me fez refletir coisas do tipo, "Eduardo, você chegou ao ápice da pagação de mico", mas ao mesmo tempo, "Eduardo, você não deve nada à ninguém" e foi justamente esse pensamento que me fez seguir em frente com as zoeiras durante todas as semanas que seguiram a festa junina. Entende? O melhor de tudo é ver a cara das pessoas todas indignadas com a situação. Dane-se! ME DEIXEM DIVERTIR, ME DEIXEM CURTIR O MOMENTO! Prefiro muito mais curtir o momento consciente e  estar incomodando gente chata (sim, porque só gente chata que se incomodou) do que estar literalmente me divertindo bêbado ou drogado. Você que nunca pensou nisso, deveria experimentar.
  E como eu acredito que todos os leitores do blog sabem, eu sou catequista de crisma, ou melhor, introdutor de iniciação cristã. E como de costume sempre no meio do ano temos um retiro de oração e o que é tão legal quanto os momentos de espiritualidade? As dinâmicas que envolvem música, é claro! Até porque um retiro sem música não é retiro! E sabe o que mais me incomda? A vergonha dos jovens. Retomando novamente aquela discussão que eu trouxe lá no início: receio de se divertir porque tem medo do que os outros vão pensar.
  Mas nesse retiro me incomodou muito mais. Porque diferente de outros anos, parece que esse eu sinto uma união muito maior dos jovens do que nos outros anos que eu participei, tanto que saímos juntos para ir no shopping, se divertir, marcar roles, coisa inédita até então. E você vê a pessoa se divertindo, rindo e tudo mais, mas quando chega a hora de se divertir num retiro tem vergonha do que os outros vão pensar. Você está cantando, dançando e se divertindo para Deus e assim... Para quê sentir vergonha de fazer as coisas para Deus? 
  Nunca me peguei pensando nisso, mas já parou para pensar quanta gente morreu para te dar a liberdade para fazer isso? Putz, Eduardo. Agora você deixou o post mais tenso. Deixei mesmo. Já pensou quanta gente gostaria de poder cantar Passa fogo e se divertir com os amigos, mas não pode porque no lugar onde vive, ou até mesmo na família sofre repressão religiosa? Independente de que religião seja.  E vocês que têm a oportunidade de se divertirem com isso não fazem porque sentem vergonha?
  Então, eu digo, você, seja religioso ou não, jovem, adulto, idoso, homem, mulher: Não abra a mão de se divertir, de ser feliz só porque aquela pessoa fez cara feia te julgando, porque no fundo, no fundo, bem lá no fundo, ela gostaria de estar fazendo a mesma coisa. OUSE SE DIVERTIR.
ミduardo